Filtro Vermelho

Na madrugada, acordei molhada, sonhava que Jorge, Susy e eu transávamos num banheiro apertado. Parecia uma cena do filme Love, do diretor Gaspar Noé. Tão real, meodeus, tão real, que a imagem se apresentava com um filtro vermelho na minha tela mental, e as luzes psicodélicas faziam Susy aparecer e desaparecer em meio aos beijos e abraços que Jorge e ela me davam. Não sei contar os detalhes, mas recordo que sentia a língua de Susy me penetrando a vulva e a textura de musselina da boca de Jorge nos meus seios.
Busquei o relógio digital sobre o móvel, marcava 4h da manhã, Jorge ressonava tranquilo ao meio lado. Notei, então, que aquela excitação era diferente. Queria cheirar o pau de Jorge, respirar o aroma do órgão, queria respirar profundo sua essência, depois assoprar a ponta, soltar, com toda a força dos meus pulmões, uma rajada de vento, várias, queria um vendaval sobre aquele pau negro, e depois cheirar, cheirar.


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