Miados e Latidos

No mesmo momento, escutei, vindo da porta do quarto, um longo miado, Neruda entrava no ambiente na mesma tranquilidade que passeia pelo apartamento. Encarei-o por alguns segundos, e não sei por que motivo a visão daquele gato me excitava a tal ponto que a região interna das coxas se inunda. Eu, mulher-cadela, com a vulva e o cu erguido, evoco instintos que desconheço, força selvagem escondida nos mais profundos recôncavos do meu ser. Ali, em quatro patas, diante do gato, sinto minha natureza canina se entrelaçar as sete almas felinas de Neruda. Eu, animal, bichinho de estimação, brincado de ser adestrada, de ser pet alegre, a conduzir uma cena bizarra de submissão entre um homem e o seu cão, e largo todas as amarras do corpo para penetrar num êxtase…

Vermelho Infinto – Ato 2


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