O uivo da ostra


“Passou a me beijar o colo, a abocanhar a renda da roupa íntima, a brincar com o pingente dourado que adornava o tecido entre os seios, puxava em pequenas mordeduras, depois passava a língua.  
Previa que o sutiã não iria aguentar as investidas dos dentes e músculos de Jorge. Posso falar a verdade Hay?, eu mesma não iria aguentar, ainda mais depois daquele ato de fúria em que ele arrancou tudo que me cobria com sua força bruta. Pegou o sutiã com as duas mãos e rasgou o tecido bem na altura do pingente. Uma selvageria, uma loucura, e o meu corpo se entregou as vicissitudes da alma, ao uivo da ostra, aos rangidos das mucosas em colisão. Nunca desejei tanto que uma língua me tocasse o bico enrijecido do seio. Mas Jorge tem o jeito dele, você sabe Hay, Jorge não avançou de imediato, me deixou ali, no sofá, com os seios clamando por sua língua, enquanto as milhões de moléculas do meu corpo se inundavam, tudo em mim agora estava úmido, tudo em mim ovulava por mais violência.”

Vermelho Infinito – Ato 2


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